Apesar de estar entre as 10 maiores economias do mundo, o Brasil corre o risco de ficar na periferia, segundo o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, embaixador Rubens Barbosa. Durante na palestra promovida pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), na última quarta-feira, 15/02, Barbosa fez uma análise do atual momento político, econômico e comercial mundial, apontando os desafios que o Brasil enfrenta, e destacou as mudanças a partir do governo Temer. “Já houve mudanças, mas ainda há muito a ser feito. O Brasil precisa encontrar seu lugar no mundo, e decisões não podem ser adiadas, precisa se posicionar sobre seus interesses.”

Segundo o embaixador, a nova ordem em formação está adaptando conceitos às novas ameaças e aos novos desafios, como o aumento da desigualdade e do terrorismo, pelas questões de imigração e dos refugiados e temas como o Brexit, os problemas financeiros da Grécia e a desregulamentação financeira proposta por Trump.

No campo interno, o País enfrenta uma tríplice crise, econômica, política e ética, mas com relação à agenda de política externa, Barbosa considera que já se pode verificar uma mudança nesses nove meses do governo Temer. “Acabou a ideologia como fator de política externa e comércio exterior; as contas do Itamaraty foram saneadas e a Apex foi transferida para o Itamaraty.”

Barbosa ressaltou que, para o Brasil se inserir no novo cenário internacional é preciso que se observem, em especial, questões como a integração nos fluxos dinâmicos da economia global e de comércio exterior, discutindo o grau de abertura da economia e sua competitividade. Também destacou a importância de assumir a efetiva liderança na América do Sul, segundo interesses brasileiros, e de discutir o papel do Mercosul.

Outros aspectos pontuados pelo embaixador foram a necessidade de ampliar a voz do Brasil nos organismos internacionais de comércio, e de por fim ao isolamento do País nos entendimentos comerciais com a ampliação das negociações bilaterais e em acordos com megablocos, como União Europeia e Ásia, examinando a conveniência de aderir à Parceria Transpacífica.

(Fonte: Assessoria de imprensa da AEB)
(Foto: Divulgação – AEB)

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